Oxiúros lunáticos

a sobra nutre o solo estéril

do coração que arqueja

cevando vermes poetas

baldios como poemas,

sintéticos na imensidão

tripudia por aresta defuntas,

o calo da poesia,

onde encontra voz

na mata por fora da vida,

no grito do grilo espesso,

no gracejo do percevejo,

o verme chora… esperando lua

~ por Caricata da Silva em novembro 25, 2010.

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