Oxiúros lunáticos
a sobra nutre o solo estéril
do coração que arqueja
cevando vermes poetas
baldios como poemas,
sintéticos na imensidão
tripudia por aresta defuntas,
o calo da poesia,
onde encontra voz
na mata por fora da vida,
no grito do grilo espesso,
no gracejo do percevejo,
o verme chora… esperando lua
