Jotalhão
Era de uns 30 e poucos anos. Careca. Gordo. CAGALHÃO.Como quem come um mundo de podridão, todos os dias, J assinava as tardes entediantes, com o fedor insuportável de merda socada do cu.
Bosta robusta, daquelas que só diabo solta do inferno quando despeja no mundo desgraças e detritos funestos.
Antes mesmo de bater na água a merda já fétida, ecoava pelos quatro cantos do reto.
E as mentes das máquinas se confundiam ao primeiro filete de sentido agudo do cheiro.
Quando tocava no ar, era agoniante para olfato e paladar das bocas que se calavam em peso. O cheiro de tão forte se transformava em gosto e o desgosto da vida era carimbado na língua pesada, calada.
Não importava o clima, se quente, frio ou morno, ou gelado, a bosta vinha e com intensa anomalia fervente, rasgando a tranqüilidade nasal das máquinas do salão amarronzado.
E depois passava ele, pesado e leve, sério, mal humorado e gordo. Cagalhão por natureza e destreza. Destruindo a bondade do ar, transformando tédio em desespero nas tardes de todo santo dia.


Ahhh, minha cara!! você não deveria zombar assim de alma com tão funesto destino. quem garante, que ao se dedicar a tal obra, ele não se culpa e recita atordoado:
“Quando sento nesse vaso, sinto uma tristeza profunda, a bosta bate na água e a água bate na bunda”