Deixem-nos em PAZ
Deixem que os favelados se sobressaltem por outros cartazes, e que não seja por notícias violentas cheias de sangue irmão. Vamos nos atentar pra lá, NA FAVELA, há voracidade e inventividade de corpos cansados e mentes viscosas. A gente quer mostrar a cara, dar a cara, até dar a bunda, para bater se for preciso, e repito: O Que se pede é: ocasião, cabimento, ensejo por nós, os esquecidos que amolam. Os remelentos, os agourados, que estão saindo dos bueiros, buracos, botecos. Faz calor aqui dentro e não temos ar condicionado pra conservar o lodo derretido no corpo que ainda dança uma ciranda de bamba. Deixe que a gente te conte o que é viver à margem, nossa história tem um cheiro de esgoto misturado com sardinha, mas por cima dele passa um rio, claro e limpo de ideias, que nos implusiona a seguir na luta.


Nesse mesmo lugar que não figuram indicadores de qualidade de vida – mas que rendem a maioria esmagadora de votos, tanto em eleições políticas como em programas de produção e conteúdos baratos – reina uma alegria gratuita. Os sonhos suprimem e sublimam ausências urgentes – água tratada, esgoto, educação, saúde, pavimentação, segurança, etc.
bom demais teu espaço…
é isso aí, a base está na favela, o futuro está lá.