I Love danarinas
Nas minhas andanas pela busca do esquisito descobri que sou apaixonada por danarinas putas. Isso pode at← soar imoral aos ouvidos das pessoas de “bem”, e eu que sempre tive uma educa ̄o crist ̄, me deparo com esse gostar nada casual, mas talvez seja por isso mesmo, Jesus amou todos, sem exce ̄o, at← a tal Maria Madalena, alguns dizem que ela nem foi puta, mas o caso ← que eu realmente as amo.
Acho que elas expressam algo que vai al←m do g↑nero feminino, sei l£, eu meio que fico paralisada, minha cabea gira, penso mil coisas, tento reconstruir a vida delas, e pra cada uma crio um roteiro, ¢s vezes triste, ¢s vezes engraado. Fico imaginando como seria ser amiga e confidente de uma danarina puta. Coisas banais, dessas que voc↑ nem conta para ningu←m, sem nexo, ¢s vezes eu tenho at← vergonha, mas realmente mexe comigo, o que posso fazer?
Lembro da primeira vez que vi uma danarina puta, n ̄o lembro o nome dela, mas lembro de como ela era. N ̄o era bonita, mas era tudo que um homem pode sonhar de uma puta, ela danava como uma pluma, tinha uns sessenta quilos ou mais. Ela danava uma msica dessas ¢ moda transam←rica, e toda vez que toca no r£dio, ou numa festa lembro-me da cena; eu com cara de babaca sentada num sof£, envergonhada, meio que alcoolizada, suando, e a puta danarina girando no pool dance, vestindo uma lingerie vermelha, dava pra ver cada cent■metro das suas partes nada ■ntimas, ela tirou uma daquelas cordas cheias de bolinhas da vagina.
Houve outras, muitas outras, e cada uma delas tem um som e uma imagem, a msica que danaram e a lingerie que usavam, marca, ← forte e latente. Lembro de todas, mas n ̄o sei o nome de nenhuma.
O fato ← que n ̄o consigo nem de longe achar “o ato da dana” degradante, humilhante, ofensivo, pelo contrario, ← nessa hora que elas s ̄o encontradas por pupilas curiosas que desejam ou n ̄o possu■-las, est ̄o fixas, olhando, todos querem ver uma mulher nua rebolando, ← muito forte a cena. E mesmo aquelas que n ̄o s ̄o t ̄o sensuais, ou at← mesmo bonitas, tamb←m t↑m sua vez, e fazem o papel de objeto do desejo, muitas vezes mecanicamente, mas fazem, tiram a roupa, despem o corpo, s ̄o transparentes, n ̄o escondem o f■sico.
E para criar coragem algumas delas utilizam o £lcool ou coca■na, grande aliada dos t■midos, outras v ̄o de cara limpa, e fazem l£ os passos descompassados que nutrem o desejo sexual de quem pagou pra ver aquilo, aquela ceninha montada, afinal, tudo n ̄o passa de uma grande ilus ̄o pat←tica, a mulher PUTA dana pro homem, (← por que n ̄o adianta as mulheres modernas quererem aprender a danar feito putas, PUTA PUTA, n ̄o tem jeito) que por algumas horas se sente o rei da cocada preta.
tudo t ̄o sensual, mas sem sensualidade nenhuma, ← tudo fake, ← mentira, ou n ̄o, ← imprevis■vel, quem sabe o que as putas danarinas est ̄o pensando? Como ← mesmo o passo? Preciso de um homem rico pra me tirar dessa vida. Essa n ̄o foi a msica que eu escolhi. N ̄o posso esquecer de comprar fralda. Hoje o movimento ta fraco. Apaguem essa luz, minha celulite est£ gritando pra plat←ia. Que cara asqueroso esse aqui de bigode e sapato branco. Eu sou a mulher mais infeliz do mundo. Nossa que gostos ̄o esse de blusa preta. Esqueci de passar leo de am↑ndoa na bunda. Preciso dar um teco pro prximo nmero. O que essa garota com cara de babaca t£ fazendo aqui, deve ser mais uma dessa malucas exc↑ntricas, ou ser£ que ← jornalista?
I Love dançarinas
Nas minhas andanças pela busca do esquisito descobri que sou apaixonada por dançarinas putas. Isso pode até soar imoral aos ouvidos das pessoas de “bem”, e eu que sempre tive uma educação cristã, me deparo com esse gostar nada casual, mas talvez seja por isso mesmo, Jesus amou a todos, sem exceção, até a tal Maria Madalena, alguns dizem que ela nem foi puta, mas o caso é que eu realmente as amo.
Acho que elas expressam algo que vai além do gênero feminino, sei lá, eu meio que fico paralisada, minha cabeça gira, penso mil coisas, tento reconstruir a vida delas, e pra cada uma crio um roteiro, às vezes triste, às vezes engraçado. Fico imaginando como seria ser amiga e confidente de uma dançarina puta. Coisas banais, dessas que você nem conta para ninguém, sem nexo, às vezes eu tenho até vergonha, mas realmente mexe comigo, o que posso fazer?
Lembro da primeira vez que vi uma dançarina puta, não lembro o nome dela, mas lembro de como ela era. Não era bonita, mas era tudo que um homem pode sonhar de uma puta, ela dançava como uma pluma, tinha uns sessenta quilos ou mais. Ela dançava uma música dessas à moda transamérica, e toda vez que toca no rádio, ou numa festa lembro-me da cena; eu com cara de babaca sentada num sofá, envergonhada, meio que alcoolizada, suando, e a puta dançarina girando no pool dance, vestindo uma lingerie vermelha, dava pra ver cada centímetro das suas partes nada íntimas, ela tirou uma daquelas cordas cheias de bolinhas da vagina.
Houve outras, muitas outras, e cada uma delas tem um som e uma imagem, a música que dançaram e a lingerie que usavam, marca, é forte e latente. Lembro de todas, mas não sei o nome de nenhuma.
O fato é que não consigo nem de longe achar “o ato da dança” degradante, humilhante, ofensivo, pelo contrario, é nessa hora que elas são encontradas por pupilas curiosas que desejam ou não possuí-las, estão fixas, olhando, todos querem ver uma mulher nua rebolando, é muito forte a cena. E mesmo aquelas que não são tão sensuais, ou até mesmo bonitas, também têm sua vez, e fazem o papel de objeto do desejo, muitas vezes mecanicamente, mas fazem, tiram a roupa, despem o corpo, são transparentes, não escondem o físico.
E para criar coragem algumas delas utilizam o álcool ou cocaína, grande aliada dos tímidos, outras vão de cara limpa, e fazem lá os passos descompassados que nutrem o desejo sexual de quem pagou pra ver aquilo, aquela ceninha montada, afinal, tudo não passa de uma grande ilusão patética, a mulher PUTA dança pro homem, (é por que não adianta as mulheres modernas quererem aprender a dançar feito putas, PUTA É PUTA, não tem jeito) que por algumas horas se sente o rei da cocada preta.
É tudo tão sensual, mas sem sensualidade nenhuma, é tudo fake, é mentira, ou não, é imprevisível, quem sabe o que as putas dançarinas estão pensando? Como é mesmo o passo? Preciso de um homem rico pra me tirar dessa vida. Essa não foi a música que eu escolhi. Não posso esquecer de comprar fralda. Hoje o movimento ta fraco. Apaguem essa luz, minha celulite está gritando pra platéia. Que cara asqueroso esse aqui de bigode e sapato branco. Eu sou a mulher mais infeliz do mundo. Nossa que gostosão esse de blusa preta. Esqueci de passar óleo de amêndoa na bunda. Preciso dar um teco pro próximo número. O que essa garota com cara de babaca tá fazendo aqui, deve ser mais uma dessa malucas excêntricas, ou será que é jornalista?